domingo, 21 de março de 2010

Carta de Agradecimento para o INML

Grupo de alunos do 12º ano
Docente – Lucinda Mendes
Escola Secundária com 3º Ciclo
Rua Dr. Carlos Ayala Vieira Da Rocha
2330 Entroncamento

Exmo. Director da Delegação do Centro do
Instituto Nacional de Medicina Legal
Largo da Sé Nova
3000-213 Coimbra



Entroncamento, 1 de Março de 2010
Assunto: Visita aos serviços do Instituto Nacional de Medicina Legal



No dia 25 de Fevereiro de 2010, acompanhados pela professora Lucinda Mendes, iniciámos, de manhã, a nossa visita às instalações do Instituto Nacional de Medicina Legal, por V.Exª dirigidas. Fomos amavelmente recebidos pela Dra. Ana Paula Sousa, que nos deu algumas informações sobre o programa da visita.

Com esta visita tomámos conhecimento de algumas áreas de investigação, tais como a área de toxicologia forense, a área de Genética e Biologia Forense e a área de Patologia Forense. O que se faz nestas áreas e alguns dos seus mistérios (para nós) foi-nos apresentado uma forma muito cativante respectivamente, pelas Sr. Dras Paula Proença, Lisa Sampaio e Carla Ferreira, em que nos foram descritos todos os processos utilizados. Ainda dentro da área de Patologia Forense, fomos agradavelmente surpreendidos com uma pequena visita à sala de autópsias, onde os processos e as técnicas utilizados foram descritos pelo Sr. Dr. Gonçalo Castanheira, tendo-se este destacado pela disponibilidade, prestação, capacidade comunicativa, e simpatia demonstradas, que criou em alguns elementos do grupo a vontade de poder trabalhar e realizar investigação numa Instituição como a visitada. Esta foi sem dúvida a parte da visita que mais nos agradou, uma vez que alguns elementos do grupo pretendem futuramente ingressar em cursos relacionados com medicina legal ou patologia forense, tendo o Sr. Dr. Gonçalo castanheira contribuído para uma maior consciencialização com a sua apresentação. Na sala de autópsias foi-nos também permitida a obtenção de muitas informações, que serão indispensáveis na execução de algumas actividades no decorrer do nosso projecto.

Desta forma, pretendemos formalizar o nosso agradecimento a todos os intervenientes que possibilitaram esta nossa actividade, em particular ao Senhor Director, professor Dr. Francisco Corte - Real Gonçalves, que permitiram o contacto com uma verdadeira Instituição de Investigação que para nós, até este momento, apenas tinha sido observada através de documentários.

Foi uma verdadeira Visita de Estudo. Esperamos um dia aqui poder voltar….como investigadores.

sábado, 6 de março de 2010

Visita ao INML

No passado dia 25 de Fevereiro o nosso grupo de Área de Projecto, teve o prazer de visitar o Instituto Nacional de Medicina Legal.
Deixamos aqui algumas fotos para vocês verem =)






quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Resultados dos Inquéritos

Após termos realizado o inquérito sobre o tema do nosso projecto a diversas turmas da escola, analisámos os resultados e aqui apresentamos algumas perguntas importantes, sob forma de uma pequena estatística.


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Inquérito Realizado na Escola

Nas últimas semanas, o nosso grupo esboçou e realizou um inquérito relacionado com o tema "Ciências Forenses" às diversas turmas do ensino secundário da nossa escola.

Aqui deixamos um exemplar do nosso inquérito:



Mais tarde iremos postar os resultadados deste inquérito.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Reunião com Médico Legista

No período passado o nosso grupo marcou uma reunião com o médico legista de Abrantes, para que ele nos esclarecesse algumas dúvidas que tínhamos em relação ao nosso projecto.
Elaboramos um pequeno questionário com as nossas dúvidas para que nos conseguíssemos guiar devidamente e de forma a esclarecermos tudo.
Aqui está o questionário e as respectivas respostas :


1- Em que circunstancias se faz uma autópsia a um cadáver?


É feita uma autópsia em casos de morte violenta ou morte com causa desconhecida. Poderá também ser feita em caso de morte súbita, sem que esta seja uma morte violenta, e sem a ocorrência de um crime.


2- Que métodos utiliza, na autopsia, que ajudam na resolução de um crime?

A partir da informação da polícia judiciária, é analisada a coerência e compatibilidade de informações com os indícios presentes nos corpos. É feita a autópsia e a PJ encarrega-se da componente de investigação.


3- Que tipos de analises faz?

São realizadas análises toxicológicas (álcool, drogas, medicamentos, monóxido de carbono, etc.) e análises anatomopatológicas (exames aos órgãos como o coração, fígado, pulmões e rins).


4- Como e feita a identificação de cadáveres? (em casos em que não seja possível o reconhecimento do rosto)

A identificação do cadáver poderá ser feita através do vestuário, peças dentárias, ADN (através de bases de dados, ADN em comparação com familiares, ou determinados criminosos que ficam com ADN registado por crimes anteriores).


5- Mesmo não havendo dúvidas de que não ocorreu um crime, pode ser pedida a realização de uma autópsia?

Pode. Todas as mortes violentas (suicídios, homicídios e acidentes) e mortes de causa desconhecida são sujeitas a autópsia para que se saiba a causa da morte. Por exemplo num acidente, sabe-se se o indivíduo estava sob o efeito de álcool, drogas, medicamentos, etc. O porquê da morte pode ser desconhecido, mas a causa da morte raramente é dada como desconhecida.


6- Quem pode levantar o corpo após uma autopsia?

Após a conclusão da autópsia o corpo é sempre entregue ao agente funerário, e posteriormente à família. É necessário aguardar pelos resultados das análises antes de serem tiradas as conclusões acerca da morte.


7- Qual o procedimento de uma autopsia? (etapas)

1º - Descrição do vestuário e espolio (calças, camisa, se estão sujos de terra, sangues, etc.), que posteriormente é entregue a família.

2º - Descrição do habito externo (superfície corporal, tipo e tamanho de feridas, equimoses, lacerações, etc. se existentes), e interno (cabeça, tórax e abdómen),

3º - Descrição do estado dos membros, verificação de hemorragias e fracturas/destruição de ossos.

4º - Fazem-se colheitas e é feito o relatório final. Este relatório apenas pode ser concluído depois da recepção de todos os resultados dos exames. Estas análises são enviadas para uma delegação do Instituto de Medicina Legal, demorando em média seis meses, o que se poderá dever a falta de meios e principalmente de técnicos. As análises toxicológicas são as primeiras a estar concluídas.


8- Quanto tempo demora a fazer uma autópsia?

Uma autópsia demora em média duas horas a ser feita. Mas é necessário aguardar pelos resultados das análises feitas às colheitas para que o relatório possa ser concluído.


9- Qual a autopsia mais difícil que fez em termos técnicos/sentimentais?

O caso de uma explosão numa fábrica de pirotecnia, uma vez que nestes casos é necessária a recolha de todos os fragmentos dos corpos. O trabalho é dificultado em casos de corpos em putrefacção, em decomposição, (uma vez que há perda de visibilidade, impossibilita as colheitas, já não há sangue nem urina para analise) ou casos em que apenas após o funeral são descobertos indícios de crime, tendo a PJ de proceder à exumação do cadáver. No caso de envenenamento, este e passível de análise uma vez que os vestígios permanecem ate mais tarde, ate no cabelo.


10- Tem alguma relação com as autoridades na resolução de crimes? E identificação de corpos?

Nos casos de morte violenta estão sempre presentes elementos da polícia judiciária. As autoridades fazem descrição do sucedido, no local, averiguam a existência de indícios de crime, fazem a descrição dos factos, para que a autópsia seja feita em conjunto com esses dados. Por exemplo, é possível saber se num cadáver encontrado na água, a morte se deve a afogamento, ou se num corpo carbonizado, a causa da morte foi o fogo. Existem métodos de análise para os vários estados de decomposição: putrefacção, mumificação, entre outros.


11- Portugal utiliza as Ciências Forenses como meio de resolução de crimes?

Também. Não é o único método, mas faz parte da resolução de um crime. Esta ciência é empregue não só na resolução de crimes que levam a morte, mas também em crimes como violência doméstica, abuso de menores, confrontos (situações que não impliquem a morte de indivíduos), testes de paternidade, etc. . A Medicina Legal e as Ciências Forenses mantêm uma relação bastante próxima com o Ministério da Justiça.


12- Alguma vez participou na componente de investigação? (laboratórios, analises, etc.) na resolução de um crime?

Não e algo da sua competência. As análises são feitas no Instituto de Medicina Legal. Há situações em que são chamados a tribunal apenas para esclarecimento das causas da morte ou questões técnicas. A sua participação poderá ser solicitada em casos em que o relatório da autópsia seja insuficiente.



Atenciosamente e até um próximo post,
"Os Forenseanos"

sábado, 12 de dezembro de 2009

Contacto com Dr.Francisco Moita Flores

No decorrer do nosso projecto, efectuamos diversas pesquisas e apercebemo-nos que existem vários especialistas nesta área. Pretendemos contactar alguns desses peritos para que possam vir à nossa escola, dar-nos uma pequena palestra sobre as Ciências Forenses e esclarecerem-nos algumas dúvidas pertinentes.

Com a ajuda da professora de Área de Projecto e de Português, elaboramos uma carta para o Senhor Dr. Francisco Moita Flores.

Aqui deixamos a carta por nós enviada:


Grupo de alunos do 12º ano
Docente – Lucinda Mendes
Escola Secundária com 3º Ciclo
2330 Entroncamento, Rua Dr. Carlos Ayala Vieira Da Rocha

                                                   Exmo. Senhor Dr. Francisco Moita Flores



Entroncamento, 16 de Novembro de 2009
Assunto: Conferência

Somos um grupo de alunos do 12º ano da turma B do curso de Ciências e Tecnologias da Escola Secundária c/ 3º ciclo do Entroncamento. Estamos a desenvolver um projecto no âmbito da disciplina de Área Projecto, que tem como objectivo divulgar métodos de investigação criminal nas Ciências Forenses.

Sendo esta uma ciência em desenvolvimento, em Portugal, e havendo cada vez mais estudantes interessados em seguir uma carreira profissional relacionada com esta área, o nosso grupo de trabalho pretende apresentar à comunidade escolar uma visão séria e mais próxima desta ciência, que tem sido banalizada por famosas séries televisivas e consequentemente descobrirmos as suas diversas aplicações nas diferentes áreas de investigação. No decorrer do nosso trabalho, pretendemos solicitar a presença de alguns especialistas nas diversas áreas criminais para esclarecimento de dúvidas e exposição de histórias reais.

Na sequência de pesquisas efectuadas, não só tomámos conhecimento do seu incansável, minucioso e rigoroso trabalho, mas também do curriculum de V. Ex.ª na área de investigação criminal e trabalho na Polícia Judiciária. Tendo em conta todos estes aspectos era de grande interesse para o nosso projecto, podermos contar com a disponibilidade e sabedoria de V.Ex.ª para debater assuntos, relacionados com o tema na nossa Escola em data a combinar. Como já foi referido anteriormente, o depoimento de V Ex.ª sobre casos reais, iria ser essencial para o desenvolvimento e realização dos nossos objectivos.

Agradecemos antecipadamente a atenção de V.Exª. Apresentamos os nossos melhores cumprimentos, aguardando uma resposta o mais breve possível.


(Esperemos que nos responda!)

Atenciosamente
“ Os Forenseanos “

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O Luminol

O que é?

- O Luminol é uma substancia química criada por H. O. Albrecht.
- É um produto que é preparado a partir de uma reacção lenta, misturando o cristal de Luminol com água oxigenada.
- Quando essa mistura entra em contacto com o sangue humano, utiliza o ferro presente na hemoglobina como agente catalisador causando uma reacção de quimiluminescência.

Utilizado por quem?

Muito utilizado pela polícia científica, quando necessita de saber se há vestígios de sangue em roupas, objectos ou lugares. Após a aplicação do Luminol no local, mesmo que este tenha sido limpo, a cena do crime fica com uma cor azul muito brilhante. Para detectar mais claramente a fluorescência, que o Luminol emite, e as evidências de sangue no local, utiliza-se uma luz-negra.


Quanto tempo demora a obtenção da luz radiante emitida pelo Luminol?
Cerca de 5 segundos.

Quanto tempo dura a fluorescência do Luminol?
Cerca de 30 segundos.


No caso do Luminol revelar indícios importantes para o resolução do crime, os investigadores fotografam (ou filmam) o local, registam as evidências e recolhem amostras de sangue, se houver, para um possível teste de DNA que permitirá descobrir quem está envolvido no crime.